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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Meg, o novo mascote

          Olá leitores do blog, acho que eu estava devendo um post bacana, com novidades legais, não é. Pois este post chegou, sem modéstia...rsrs
   Ano passado eu estava pesquisando na internet modelinhos de cães, por que queria trazer uma nova opção para o ateliê, que não fosse o dachshund/linguicinha. Pois também canso de fazer sempre as mesmas peças e preciso de novos desafios. Então, encontrei um lindo cãozinho de tecido e uma pessoa talentosíssima que me ajudou nisso.     
     Bom, um ano depois, finalmente sobrou tempo para eu me aventurar e tentar fazer aquele lindo cãozinho. E foi com a ajuda da artesã Marisa, que pacientemente me deu uma aula online por quase meia hora, que aprendi muitas dicas de costura. Ela claro, entrou na minha lista de 2 pessoas que não esquecerei nessa minha caminhada no artesanato, que por pura gentileza, me ensinaram. Obrigada!!
    E agora, conheçam a MEG, a mais nova mascote do Ateliê, comigo foi encanto a primeira vista, tenho certeza que com vocês será também.
     Trago hoje, quatro cores dessa nova fofura ;)








domingo, 30 de março de 2014

Maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos

    
    Mulheres, "quase" todas iguais! Estamos sempre buscando a perfeição, querendo abraçar o mundo. Achamos que somos super mulheres, dessas de novela, dos livros, da nossa imaginação. Uma super mãe, uma super esposa, uma super filha, uma super profissional, uma super dona de casa, que sobre tudo é super bonita, super não, mega. O negócio é não perder tempo, é agarrar todas as oportunidades que aparecerem, mesmo que você nunca tenha pensado sobre elas antes. É achar que você obviamente deveria ter uma hora mais em seu dia e os outros que são fracotes. Férias, ok, desde que possa continuar conectada a internet e inventando mais alguma atividade, de preferência que dê lucro e prove como somos eficientes.
     Sempre me policiei para ter uma rotina de trabalho correta em casa, com horários e até roupa adequada, nada de pijama e pantufa. Descobri um hobby muito prazeroso e quando me dei conta, incluí em minha rotina de trabalho. Mais trabalho! Tive minha pequena, a Marina e pensei que trabalhar em casa seria uma oportunidade incrível de poder cuidar dela, já que nunca me atraiu a ideia de creches e babás. Mas bebês crescem, se locomovem e mexem em tudo. Bom, o apartamento pequeno também parecia muito fácil de deixar arrumado e não custava nada passar uma maquiagenzinha para esperar o marido chegar. Eu podia dar conta, não dizem que mulher sempre consegue fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo?
    Até que um dia as forças se foram, meu corpo inteiro doía, do pescoço ao dedão do pé. Minha mão direita sempre tão parceira para desenhar, cortar, costurar...simplesmente parou de obedecer, a sensibilidade nos dedos estava desaparecendo. Meu olho direito parecia que piscava sem parar e eu que não gosto de ir a médico, estava sentada na sala de espera de um hospital, a meia noite de um sábado.  Achei que estava tendo um a.v.c, essa mania de procurar sintomas no google deixa a gente apavorada. Tive mais meia dúzia de sintomas depois de achar que meu cérebro estava parando. MAS, depois de exames clínicos o diagnóstico: fadiga. 
     Ai a gente para e pensa: passei do limite, hora de botar o pé no freio e lembrar que posso ser normal, não preciso fazer tudo e nem tudo precisa ser perfeito e é assim que a vida é, para todas nós.
   Nessas horas me lembro sempre da Martha Medeiros e como gostaria que ela fosse psicóloga, estaria no divã a cada semana...suas frases sempre cabem na nossa vida, sempre dizem aquilo que ninguém tem coragem de nos dizer, mas que no fundo sabemos que se encaixam para nós:

" Que maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos."
"...a gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato."
"Que tocar na dor do outro exige delicadeza."
"Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando com os demais."

     Quem sou eu para dar dica, conselho ou exemplo, mas a quem interessar: desacelere, não se cobre tanto, sinta-se bonita mesmo sem maquiagem, tire uma folga, faça planos para amanhã e não para os próximos cinco anos, aprenda que uma vida bem sucedida não necessariamente tenha a ver com dinheiro e não deixe para conhecer seus limites físicos só quando precisar de atendimento médico, tenha a inteligência de dizer não para si mesma.

"...as mesmas coisas que nos exibem também nos escondem (escrever, por exemplo)." (Martha Medeiros)

sexta-feira, 14 de março de 2014

Bazar Feito à Mão, de volta em maio

      Quem vai ir no Bazar Feito à Mão?
    O primeiro bazar deste ano já está com a data praticamente definida, 3 de maio.  Muitas peças fofas serão produzidas, umas para repetir a dose da última edição e outras novinhas em folha para encantar os amigos e clientes que sempre comparecem!!!
     Neste bazar teremos a opção do pagamento com cartão de crédito, que facilita muito para quem não tem o hábito de carregar dinheiro, tipo eu. Ao contrário das edições anteriores, nesta somente serão comercializadas as peças artesanais do Ateliê Aline Quines e teremos uma parceria para demonstrar maquiagens e outros produtos de beleza de alta qualidade. Assim nosso evento fica completo, peças exclusivas para casa e para nós e de quebra a oportunidade de conhecer e levar para casa cuidados de beleza. Será um evento cor de rosa meninas, aguardem :)
     No Bazar Feito à Mão você vai encontrar: jogos americanos, xícaras de tecido, lixeiras para carro, cestinha para pães, mug rug, almofadas, bolsas, artigos para bebês, pesos de porta, necessaires, conversa boa, chimarrão e uma tarde animada, que tal?
    As encomendas que forem efetuadas no dia Bazar, deverão ser pagas no ato. Hoje as compras realizadas direto na loja virtual já tem essa prática do pagamento prévio e funciona bem para todos. Por isso, desde o dia 1º de março, qualquer encomenda deverá ser paga no momento do pedido, seja através de depósito, pessoalmente e em dinheiro ou cartão de crédito através do moip na loja virtual, sem exceções.




terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Ano Novo, perspectivas novas

       E 2014 chegou, que delícia, os anos pares são os meus preferidos. Desejo um ano tranquilo e alegre para todos os seguidores aqui do blog. Eu estava com tanta saudade de escrever, que a dias eu me planejava para sentar e vir bater esse papinho com vocês. O vício das postagens rápidas na fan page acabam distanciando a gente do blog, mas já estou de volta para resolver isso!!
      No ano que passou, comentei que não faria planos, apenas dançaria conforme a música, sem pressão e foi o que fiz. Curti muito minha filhota que já está com quase um ano, me aventurei em um novo mix de produtos no ateliê, a linha de bebê, que deu super certo, ganhei novas clientes, mas também tive revéses: comprei insumos no exterior que até hoje estão parados na alfândega.
      Hoje vim dividir com vocês minhas intenções para este ano. Meu escritório de arquitetura vai ganhar um peso bem maior na minha rotina, pois tenho sentido muita falta de projetar, pesquisar materiais, além das aulas para as estudantes de design de interiores,  que gosto muito. E o Ateliê? Ah, ele continua, claro, é meu filhote mais novo, mais mimado, que consegue o quer de mim...hehe. Mas para ele também tenho desafios: este ano pretendo focar nos tecidos importados, trazendo opções bem diferenciadas mesmo, tipo garimpar tecidos bacanas, com estampas que não se vêem a cada esquina. Depois de tantos anos aprendendo coisas, visitando feiras, pesquisando na internet, revistas e etc, senti a necessidade dessa evolução. E como o escritório de arquitetura está de portas abertas, acho que esse novo conceito do ateliê vai casar bem. Não deixarei de trabalhar com tecidos nacionais, até porque cada vez há mais opções bonitas e que não dá pra deixar de ter na prateleira, porém, serão em menor quantidade.
       Outra coisa bacana que planejei para este ano são os bazares do ateliê, logo divulgarei as datas. Serão no mesmo estilo dos anteriores, apenas com convites, então quem tiver afim de uma tarde divertida, dê um toque.
           Por último, nos meses de janeiro e fevereiro, vão entrar na loja virtual, produtos já comercializados no ateliê, porém, com preços magrinhos, magrinhos. É a "troca do mostruário" de tecidos do ateliê...hehe. Viram só, quase um ateliê Casas Bahia, muito fino. Mas falando sério, quem curte peças feitas a mão, é uma boa oportunidade de reservar presentinhos para todos os aniversários do ano, os preços serão realmente legais.
       Então é isso amigos, estou de volta e que venha 2014 para nos encher de criatividade.
Beijos


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Três anos de Ateliê


      
         Há três anos atrás, no mês de outubro, resolvi fazer um presente para dar a uma senhora, amiga da família de longa data. Como era uma data importante e minha grana estava curta, achei que algo feito por mim teria sentido especial e eu não gastaria muito. Pensei que algo “simples”, um jogo americano, afinal, um retângulo para uma arquiteta, qual seria a dificuldade, costurar? Bom, eu nunca tinha costurado nada antes, mas confesso que sempre me chamou a atenção. Então, recorri a internet e comprei uma máquina de costura portátil, de plástico, do tamanho de uma caneca. Comprei tecido e fui fazer o tal jogo americano. A máquina de costura parecia um brinquedo, com uma mão eu segurava o botão que a mantinha costurando e com a outra segurava o tecido para seguir reto. O que obviamente não acontecia. Nesse meio tempo, já não bastasse o desafio de costurar, resolvi por viés para dar acabamento. Olhei aquela fita, olhei um jogo americano que eu tinha e definitivamente não consegui estabelecer uma conexão. 
O tempo passou, dei o presente para minha amiga, que ficou orgulhosa do que eu tinha feito, mesmo sem o viés, torto e em número ímpar (só consegui fazer 3 peças, não deu tempo de terminar). Fiquei tão empolgada de ter feito o jogo americano, que meu marido resolveu me presentear com uma máquina de costura de verdade. Ela era linda, com vários pontos e recursos, cortava e colocava agulha sozinha, um escândalo perto daquela primeira. 
Com minha máquina nova, me encorajei a ir a uma loja de patch. Eu olhava os tecidos e pensava: não é para mim, nem sei costurar. Mas babava em cada estampa, em cada cantinho daquele mundo novo para mim.Vi peças muito bonitas e me encantei com os jogos americanos em formato de maçã. Resolvi participar de uma oficina, minha primeira aula de patchwork. Foi um sonho, os aprendizados, os tecidos e a peça que consegui fazer e que ainda tenho com muito orgulho, uma lixeirinha de carro. A partir desse dia uma nova paixão aconteceu na minha vida. Passei a comprar muitos tecidos, quase um vício. Descobri o que era plumante acrílico, que a manta acrílica tinha cola de um dos lados, que tecido bom para patchwork se chamava tricoline e meu escritório de arquitetura cada vez perdia mais espaço nas prateleiras para meus tecidos, fitas e botões.
        Passei a ler  blogs sobre o assunto, visitar feiras em busca de novidades e fazer mais aulas, o que me fazia querer evoluir cada vez mais no artesanato. Desde então, comecei a receber encomendas das minhas amigas e vender minhas peças. 
Meu conceito de trabalho e diversão passou a ser muito próximo. Aprendi muito mais que patchwork, aprendi como detalhes fazem diferença em um negócio, ajudam na organização e na administração de recursos. Aprendi como é bom receber um pedido na loja virtual, torcer para ele chegar e rezar para receber uma avaliação positiva. Por sorte sempre foi assim, é um orgulho.
Nesses três anos de Ateliê, descobri um hobby que mudou minha rotina, fiz um blog, criei uma loja virtual, participei de alguns bazares caseiros e ganhei a confiança de clientes que sempre me prestigiam. Tenho ainda muito a aprender, sempre haverá. Mas meu objetivo é apenas fazer o que gosto sem maiores pretensões. 
A arquitetura segue, afinal, o primeiro amor é eterno e ajuda a pagar as contas...rsrs...diria ainda, que o ponto alto dos meus produtos, sempre citados em avaliações, é o acabamento e isso certamente vem da arquitetura. Mesmo em curvas e assimetrias é necessário precisão.   
Essa é a história do Ateliê, um mimo de trabalho, que a cada ano se renova e me enche de satisfação.



Imagem: http://patchworkagulhaselinhas.blogspot.com.br/2010/05/huuum-delicias-em-patchwork.html
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