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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Crescer e aparecer

     Já há algum tempo eu tinha vontade de falar sobre o comportamento de pessoas que evoluem profissionalmente e se tornam conhecidas e populares. Como todo mundo, temos ídolos, pessoas que admiramos e muitas vezes nos espelhamos para seguir um caminho parecido. Quem nunca sonhou em conhecer seu cantor favorito, chegar perto de um ator que gosta? Hoje quero comentar sobre pessoas não tão famosas assim, mas que já tem postura de celebridade. 
     No ano passado fui assitir uma peça de teatro ao ar livre na cidade de Laguna, sempre admirei muito a história da cidade, por isso visitei muitas vezes, pesquisei muitas coisas, comprei e li alguns livros. Nesta vez, ao final da peça, havia um escritor em uma barraquinha, autografando e vendendo seu livro, contando de sua forma, a história que foi encenada no teatro. Então, me diriji até a barraquinha como se estivesse indo ao encontro do Thiago Lacerda, queria comprimentar e contar como eu gostava do tema do livro, dizer que eu conhecia os lugares onde se passou a história real, que isso e aquilo...e já imaginando a surpresa que o escritor teria em ver alguém tão interessado e quem sabe a boa conversa que renderia daquele encontro...porém...quem se surpreendeu fui eu, o tal escritor nem mesmo olhou nos meus olhos, me deu o preço do livro, tratou de autografar e me dar o troco.
     Foi praticamente uma compra dessas feitas nos camelôs do centro da cidade, muito rápido, sem muita conversa e com foco total na compra e venda. Com o livro em mãos, pensei: o que esperar de um livro escrito por um tipo desses? Será que eu com minhas pesquisas no google e inúmeras viagens aos locais daquela história não teria mais informações que ele? Bom, li o livro, confesso que tinham alguns pontos que eu desconhecia mas não faço a menor idéia do nome do autor, mas lembro bem da impressão puramente comercial que ele provocou em mim, da falta de credibilidade que outros colegas dele possam vir a ter e com certeza não era isso que eu esperava de um escritor de histórias!!
     Vale um parentêse nesse caso, para contar sobre o ator da peça que estava no mesmo hotel que eu. Encontrei ele no corredor umas horas antes do início da peça e claro que fui bem timidamente, mas fui, pedir pra tirar uma foto com ele, que prontamente me atendeu e gentilmente disse que logo mais já estaria no teatro e desejou uma boa peça!! Esse ator é bem famoso, bem bonito, bem tudo, inclusive bem educado!!!


     Voltando aos menos famosos, um outro caso também me chamou a atenção em uma feira de artesanatos que estive esses tempos. Lá ia eu com minha máquina fotográfica querendo chegar perto das artesãs que só vejo pela internet, sempre com aquela expectativa de fã que vai encontrar a Xuxa. Entrei em um dos stands, avistei uma artesã que a pouco eu tinha assistido via youtube e abri aquele sorrisão. Naqueles segundos que levei da entrada do stand até o fundo onde ela estava, cerca de quatro metros rsrs, fiquei repassando em minha cabeça tudo que eu queria contar a ela...que tinha feito a peça que ela ensinou na TV, que sua didática era super fácil, que eu tinha enviado email a poucos dias pra ela...isso tudo em sei lá, uns 5 segundos. Foi então que ela me olhou e disse..." não pode tirar fotos aqui dentro"...nesse momento meu sorriso amarelou e se encolheu. Respondi rapidamente que eu queria tirar uma foto com ela!! Ela aceitou, levantou de onde estava e foi se encaminhando para o lado de fora do stand, onde tiramos a tal foto.
     Fiquei meio sem jeito, porque me senti uma criminosa por ter entrado com minha máquina digital em punhos dentro do stand. Sim, foi essa a sensação que ela me fez sentir. Não sei qual seria o objetivo de não tirar fotos lá dentro, não copiar as peças, publicar fotos dizendo que sas peças ão minhas e não dela, quem sabe o flash desbote a cor dos tecidos....não sei...mas talvez um "olá antes do ..."não" tachativo antes mesmo de eu dizer a que fui, teria sido mais simpático.
     E ai que surge a questão, o quanto pessoas anônimas, quando ganham notoriedade, perdem a humildade e a simplicidade em seu trabalho, ficam meio esnobes!
     Crescer e aparecer é para quem sabe, os admiradores são como filhos, temos que sempre ter tempo para dar atenção, dar o exemplo, retribuir a confiança e não só fazer vendas. Mostrar a um cliente seu amor pelo que faz através da atenção que você dispensa no atendimento, é muito mais valioso para o seu crescimento profissional e pessoal do que capas de revistas, pois a satisfação será mútua.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

PROMOÇÃO, seja um seguidor!


Amigos, amigas e seguidores, esta promoção é para vocês!! 

Para divulgar e promover uma integração divertida entre os membros do blog, o Ateliê propõe o seguinte desafio: 
 Ao atingir 50 seguidores, o Ateliê Aline Quines sorteará entre os membros, esse lindo presente:


Então corram, divulguem para seus amigos, colegas, parentes, vamos ajudar o blog a crescer e ter novos amigos para compartilhar idéias!!!
O sorteio será feito apenas entre os 50 primeiros seguidores.
Se cada seguidor atual trouxer mais um amigo, já vamos estar quase cumprindo nosso desafio!!


Até lá queridos!!
Aline Quines

Crianças, cores e criatividade...

     O fim da semana se aproxima e sempre bate aquele sentimento de alívio, do descanso que está por vir no sábado, do almoço de família no domingo, dormir até mais tarde, ufa, hoje já é quinta feira!!
    E nesta quinta terminei um projeto antigo, uma peça que une alegria através das cores, traz estímulo educativo, pois essa é uma das minhas filosofias e uma peça que sempre é útil. Pesquisei muito na internet, vi trabalhos lindos de outras colegas e um muito especial da Iara Passerotti, uma bolsinha com lápis. Como minha idéia era introduzir livros em presentes para crianças, achei que encrementar essa idéia com lápis de cor seria um casamento perfeito. Não não, não quero incentivar crianças a riscarem livros rsrs, por isso, a bolsinha criada aqui no ateliê, conta com muito espaço interno para bloquinhos, bolso para guardar desenho para pintar, um marcador de página bem fofo e claro livros com histórias da nossa infância.




 E para os meninos e as meninas mais descoladas, olhem esse tecido importado que máximo, trouxe lá da feira de Gramado...


Aos poucos postarei fotos de peças inspiradas nas crianças, antes e depois do 12 de outubro, pois a intenção aqui do ateliê não é correr em função de datas promocionais mas se inspirar com elas!!!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Surprise para os pequenos


 Já diz o ditado, antes tarde do que nunca. E nesta linha de raciocíneo confesso que estou meio atrasadinha para publicar logo as novidades para o dia das crianças, mas garanto que todas as peças planejadas estão bem legais, divertidas, criativas e cheias de atitude.
Estou tentando agilizar para publicar as fotos logo, mas as encomendas tem tomado meu tempo, o que obviamente é super positivo, porém, a equipe de marketing e de produção do ateliê é a mesma, EU....então aguardem mais um pouquinho.
E quem quiser já encomendar suas peças para presentear os pimpolhos ou ainda complementar um presente já comprado, é só entrar em contato através do email alinequines@gmail.com.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Elegância

 
    Depois de recordar o 11 de Setembro, data marcante pelo seu impacto em todo o mundo, principalmente porque foi noticiado ao vivo graças a nossa tecnologia, diferente das bombas atômicas, onde morreram 100 vezes mais pessoas e por culpa desses que agora choram...vale cada um de nós refletir sobre nossas vidas, saber ouvir mais e falar menos, não julgar, pois é expressar somente nossa opinião pessoal, lembre-se disso.
     E por isso, nesta segunda feira, gostaria de compartilhar com vocês queridos amigos e leitores, um texto da Martha Medeiros que deveria ser lido, pelo menos em todas as segundas feiras, para lembrarmos que não somos só nós que temos compromissos, não somos só nós que temos problemas, dores, amores, falta de dinheiro, excesso de sonhos e que não vivemos sozinhos no mundo. Seja elegante, no seu prédio, no seu condomínio, na sua rua, no seu trabalho...Ser elegante diz muito mais do que você imagina...


"Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada.
É possível detecta-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam, nas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detecta-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detecta-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber disso...
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição.
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo.
É elegante a gentileza...
Atitudes gentis, falam mais que mil imagens.
Abrir a porta para alguém... é muito elegante.
Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante.
Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...
Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza pela observação,
Mas tentar imita-la é improdutiva.
A saída é desenvolver a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que “com amigo não tem que ter estas frescuras”.
Educação enferruja por falta de uso.
E, detalhe: não é frescura.  

Martha Medeiros
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